Sunday, June 19, 2005

Política é argumentação, o resto é compra e venda

Madrugada de domingo para a segunda. Faltando umas 5 horas para a minha aula de inglês. Você deve estar se perguntando: "Porquê ele está escrevendo nessa hora? Ele é um psicopata?" É. Devo ser. Mas já que estou aqui e você lendo o meu blog (Ou seja, nós dois somos psicopatas) vamos ao que interessa. Bem, hoje eu vou dar uma de analista político. Isso mesmo! Já que virou moda...Todo mundo sabe analisar a situação em que o nosso querido companheiro Lula se meteu. Coitado do Zé. Coitado do Jefferson! Coitado do ACM! Coitados dos políticos! No Brasil eles são motivos de chacota. Mas têm dinheiro. Ah! Alguém diz para mim: "Não esqueça do poder político! Eles mandam!" Minha réplica: Eles mandam? Vamos analisar isso então. Mas antes de ler, eu sugiro que você tome lexotan com café. Sabe porquê? O ministério da Saúde adverte: Falar de Política brasileira causa Úlcera, desgosto, dor no peito, indignação, desesperança, entre outros malefícios.
Antes de começar a análise, eu gostaria de saber de você. O que é mais importante? Poder econômico ou político? Você responderia, os dois? Ou Poder político? Ou econômico? Independente da sua resposta eu só posso dizer-lhe uma coisa: O poder econômico compra tudo, menos o dom da argumentação, de influenciar o outro sobre uma determinada questão, de levantar uma multidão (Nossa! Rimou!) ou até mesmo de derrubar um presidente. Pronto! Agora você já sabe a resposta e vai entender a minha pequena e humilde análise sobre a política brasileira, pegando carona com a fofoca (Ou seria revelação?) do nosso querido presidente do PTB.
Conhecendo a política brasileira como eu conheço (Vendo que eu tenho apenas 26 anos..Humm..acompanho seriamente a política brasileira no mínimo há 8 anos) posso dizer que ela tem pontos exclusivos, mas nem é tão diferente assim do resto do mundo, infelizmente...Os políticos brasileiros só conseguem a proeza de serem os piores de sua função, já que ser político aqui não é somente para argumentar e convencer o próximo, é roubá-lo também! E não de gente rica como o playboy do filho do seu chefe, e sim da empregada doméstica que trabalha na sua casa (Se não tiver, imagine um operário qualquer ou veja a si mesmo..). Porquê? Porquê a empregada doméstica ou o operário ou você mesmo (Porquê não??) não têm dinheiro para ter um plano de saúde, lazer, escola, carro própria ou uma casa que não caia após uma tempestade de verão. E eu lhe pergunto, temos investimentos para os hospitais públicos? Para as escolas públicas? O pobre consegue ter lazer (Não pense que o lazer se resume à partidas de futebol com um monte de beberrões e sim, aquela viagem esperta para Minas, São Paulo, Rio de Janeiro ou até mesmo para a Argentina)? Isto já comprova um pouco a consequência negativa que a nossa política tem para com o nosso país, a nossa nação, a nossa sociedade (Nossa! Tô parecendo até esquerdista radical! Mas eles mesmo me acham direitista..pode? Ok..os direitistas me acham esquerdista radical..desisto..). E com a falta de tudo isso que eu citei acima, fica muito mais fácil para os políticos deixarem a população anestesiada (Quantas vezes você já ouviu "Vai acabar em pizza! É o normal!) e o povo nem imaginar em fazer panelaço (Isto é nome para uma manifestação que derruba governos? Poderiam inventar um nome mais sugestivo. Qual você sugere? Vou fazer um concurso - Voltemos ao texto e esqueçamos este enorme parênteses) e nem ao menos reclamar, o brasileiro reclama. Sabe porquê? Faltam educação e cultura, direitos negados ou omitidos pela maioria dos políticos brasileiros. Eles nos amam, né?
Meu pai costuma dizer que é difícil falar de política comigo porquê eu tenho muitas esperanças que um dia isto vá mudar. Eu não tenho esperança. Terei quando um dia aparecer um (Ou mais! REZEM!) político com coragem (De verdade e não a de um tal presidente de um partido conhecido) de enfrentar com dignidade aqueles que não usam a argumentação como principal princípio da política (Será que um deles já leu Aristóteles?) e a trasnformaram em um balcão de compra e venda. Isso mesmo! Te dou o meu voto por 30 mil! Vai? Quem dá mais?
É claro que eu sei que isto existe no mundo inteiro. Mas eu não consigo entender como um político se vende tão fácil assim. DEFINITIVAMENTE (em letras garrafais mesmo!!)!! Uma pessoa que consegue influenciar uma população inteira com o seu dom da argumentação, com um poder tão grande em suas mãos consegue se vender por um valor tão irrisório. É sério! Pense comigo. Se você legisla as leis, você tem poder. Se você pode vetar ou não um projeto, você tem poder. Se você decide onde o dinheiro vai, você tem poder. Então porquê raios estes homens se vendem?? E o pior! Eles ganham 18 mil (E outras coisitas mais) para argumentarem! E tentar ganhar no grito do adversário! Se bem que não é qualquer um que sabe argumentar bem, mas mesmo assim! É o meu emprego dos sonhos! Porquê será que o jornalista não ganha isso? A gente não só informa, como também mostramos os nossos pontos de vista, argumentamos quando questionamos alguém, etc...Jornalista também devia ganhar isso! Sim, em um país de primeiro mundo. Nós somos pobres! (Sim..o Brasil é pobre, logo somos pobres!) Então porquê não pagar um pouco menos para estes rapazes que tem o dom da palavra? Mas eles nos convencem que eles precisam de grana alta para não se venderem! Eles mesmo admitem isso! Pode?? Se você pode criar leis, derrubar um presidente com um boato Ou uma verdade? O que importa é se você convence uma população inteira..se consegue, você é um As da política, um novo Aristóteles. Para que se vender?? Eu não entendo! Mas gostaria de deixar registrado uma coisa aos meus amigos políticos. Um lembrete (Ou seria Post It?) importante: Política é argumentação, o resto é compra e venda. Não se vendam! Vocês são o poder! Sejam inteligentes ao menos uma vez e sejam verdadeiros políticos. Não lutem por causa própria, e sim por toda a sociedade brasileira.

Ps: Um dia venderei jornal na Voluntários da Pátria e no futuro teremos políticos que sejam realmente políticos! Sim, tenho esperanças!

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